Psicoterapia Integrativa

        A Psicoterapia Integrativa é uma modalidade de psicoterapia unificadora, que responde apropriadamente e efetivamente à pessoa nos níveis de funcionamente afetivo, comportamental, cognitivo e fisiológico.
        Conforme Sundfeld em seu artigo científico  ( disponível em www.scielo.br/pdf/ptp/v16n3/4812.pdf ) , dentro da perspectiva do pós-modernidade, o mundo é menos ordenado e previsível do que aquele retratado pela modernidade. O ideal da verdade, dos princípios gerais e leis sobre a natureza humana é rejeitado em nome da legitimidade do pluralismo. Isto significa que diferentes teorias podem ser consideradas verdadeiras e respeitadas em seu convívio.
        O número de abordagens psicoterápicas vem crescendo bastante nos últimos anos. A integração em psicoterapia significa um esforço para olhar além das fronteiras que demarcam as diferentes abordagens na tentativa de observar o que pode ser aprendido de outras perspectivas. Diferente do ecletismo que pode ser usado para denotar uma abordagem essencialmente pragmática, na qual o terapeuta utiliza qualquer técnica que acredita ser eficaz, com pouca ou nenhuma compreensão teórica que guia a sua escolha.
        Sendo assim, esta tentativa de integrar diferentes abordagens pode ser produtiva desde que guiada pelo reconhecimento da complementariedade existente nesta diferenças, mas também pelo reconhecimento dos limites de cada proposta.
        Na integração teórica, duas ou mais abordagens são integradas no intuito de alcançar um desempenho mais proveitoso. Há uma interação tanto da base teórica que constitui as psicoterapias quanto de suas técnicas. A história deste movimento é sobretudo, a tentativa de combinar as abordagens psicanalítica e comportamental.
        Apreciadas como um todo, as abordagens são diferentes entre si, mas guardam aspectos complementares que podem ser relacionados dentro de uma perspectiva dialógica. Isto, contudo não implica na produção de uma síntese redutora, mas no exercício constante de uma comunicação que não ambiciona a totalidade do conhecimento, mas a possibilidade de novas e amplas leituras sobre o homem.
        Desta forma, um pressuposto fundamental desta abordagem é a visão de que todas as psicoterapias são igualmente efetivas, ponto de vista corroborado nos resultados de diversas pesquisas. Tal constatação apresenta-se como um passo importante para o convívio e tentativa de comunicação entre diferentes abordagens.
        O ecletismo técnico representa outra abordagem da terapia integrativas. Constitui uma estratégia de seleção entre uma variedade de alternativas, de acordo com sua eficácia para um problema particular. O principal critério usado pelos terapeutas ecléticos quando selecionam tratamentos é o que, no passado, funcionou melhor para pessoas semelhantes com problemas semelhantes.